Neste último fim de semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, recebeu a visita do presidente da China, Xi Jinping. Um encontro muito aguardado, sobretudo, pelo setor agropecuário norte-americano.
Nesta segunda-feira (28), a Câmara de Comércio dos EUA divulgou o resultado das negociações e o acordo para redução de tarifas recíprocas entre as duas nações no que tange ao comércio de produtos agropecuários.
O acordo
Ficou previsto um pacote de US$ 60 bilhões em reduções tarifárias, porém sem data para entrar em vigor. Na lista de produtos incluídos, entre outros, estão sorgo, óleos vegetais e farelos, incluindo óleo de soja e farelo de soja.
A grande frustração dos produtores de soja em grão dos EUA é que a oleaginosa ficou fora da lista e, neste caso, a tarifa adicional para importação do produto norte-americano permanece.
Em Chicago, os preços futuros da soja reagiram com queda expressiva, refletindo inclusive um pessimismo, mesmo diante de um compromisso dos chineses de importar pelo menos 25 milhões de toneladas do grão norte-americano por ano, até 2028.
O que está acontecendo?
Ocorre que o custo de processamento de soja na China para produzir óleo e, principalmente, farelo está alto.
Na China, é imprescindível que os custos de processamento de soja tenham margens suficientemente baixas para que, em consequência, os custos para produzir suínos, por exemplo, não sejam comprometidos.
Neste contexto de necessidade extrema de redução de custos, está a sociedade chinesa, que consome a maior quantidade de proteína suína do mundo.
Em outras palavras, o governo chinês precisa adequar a oferta de carne suína no país às necessidades financeiras dos consumidores chineses.
Nessa conjuntura, a soja brasileira se torna ainda mais competitiva, porque geralmente é a preferida das indústrias processadoras na China por seu maior teor de óleo e proteína.





