
O mercado de commodities agrícolas em Chicago (CBOT) encerrou a quinta-feira (5) em campo positivo. O principal motor da alta foi o encarecimento do petróleo, reflexo direto dos constantes bloqueios no Estreito de Ormuz e da instabilidade no Oriente Médio.
A valorização da energia impacta os grãos por dois motivos principais: o aumento dos custos logísticos e a maior demanda por biocombustíveis, que utilizam milho e soja como matéria-prima.
O setor de derivados de soja foi o grande protagonista do dia, com os contratos de óleo atingindo máximas históricas. Confira o fechamento das principais culturas:
Soja: Alta de 9,75 centavos, fechando a US$ 11,7926/bushel.
Trigo: Valorização de 15,50 centavos, encerrando a US$ 5,8375/bushel.
Milho: Ganho de 9,75 centavos, cotado a US$ 4,535/bushel.
Apesar da pressão de alta vinda da guerra, os preços não dispararam ainda mais devido a dois fatores limitantes:
Dólar como refúgio: A moeda americana se fortaleceu globalmente com investidores buscando segurança, o que torna os grãos dos EUA mais caros e menos competitivos.
Oferta recorde no Brasil: A expectativa de uma colheita recorde em solo brasileiro continua no radar, oferecendo uma alternativa sólida à demanda chinesa e equilibrando a oferta global.
Com informações de Reuters.
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