
Os cerca de cem economistas do sistema financeiro que fazem parte do grupo que compõem a FOCUS, sinalizaram em seu primeiro boletim nesta segunda - feira (5), que em 2026 os juros devem cair até 12,5%, o PIB para 1,8% e a inflamação pode chegar a bater em 4,06%, portanto, dentro do teto da meta que é de 4,5% e abaixo do inpc-a de
dezembro de 2025.
Sinalizar com um crescimento menor diante de uma perspectiva de juros menores, expõe uma fraqueza do mercado consumidor, talvez, neste caso, reflexo da insistência do Banco Central em manter as taxas de juros durante o ano passado muita eleva por um período longo demais e desnecessário, o que contrasta com os últimos dados do IBGE, que apesar do crescimento do PIB - que até o momento não foi divulgado oficialmente ainda -, o endividamento médio da maioria das famílias brasileiras permaneceu eu elevado ao longo de 2025 e atingiu níveis recordes, segundo a CNC(Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo).
Para o setor de Agronegócios, a queda dos juros é crucial, não só no tocante ao financiamento da produção, mas acima de tudo, porque o consumo doméstico, mesmo com juros elevados, foi grande alicerce para manter o setor competitivo em 2025. Por este motivo, imaginar crescimento menor em ano de possíveis cortes nas taxas de juros, não demonstra muita coerência da FOCUS, sobretudo, observando o que ocorreu no ano passado. Enfim...a queda nos juros, se realmente ocorrer, já vem tarde, só espera-se que fique em linha com o comportamento do consumidor, ou seja, essa queda prevista pode no decorrer de 2026 ser maior, e nesse caso o Banco Central pode e deve ser menos conservador e mais alinhado ao mercado interno. Neste caso, deve ser menos pragmático na perseguição de uma meta de inflação de 3% ao ano, aliás, este é um assunto que passa pelo CMN(Conselho Monetária Nacional), são regras que precisam ser revistas, porque não parecem adequadas a dinâmica da economia do Brasil.
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