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Soja: Negócios iniciam dezembro em ritmo lento; produtor segue atento ao clima

Grãos

08/12/2025 às 11h00 Atualizada em 08/12/2025 às 15h17
Por: Redação Fonte: Investing
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Soja: Negócios iniciam dezembro em ritmo lento; produtor segue atento ao clima

Levantamento do Cepea mostra que as negociações envolvendo soja e derivados estão em ritmo lento neste começo de dezembro, limitadas pela disparidade entre os preços ofertados por compradores e os pedidos por vendedores. Segundo o Centro de Pesquisas, enquanto boa parte dos consumidores está abastecida e à espera de queda nas cotações, muitos produtores se mostram capitalizados e pouco dispostos a ofertar novos lotes no spot. Esses sojicultores estão focados nas atividades de campo e preocupados com possíveis perdas de produtividade, especialmente em regiões que enfrentam déficit hídrico. Inclusive, colaboradores consultados pelo Cepea acreditam ser pouco provável que a safra 2025/26 alcance as 177 milhões de toneladas previstas pela Conab.

MILHO: Maior interesse comprador e retração vendedora mantêm preços em alta

Os preços do milho seguiram em alta no mercado interno na última semana, com o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) se aproximando dos R$ 70/saca de 60 kg, patamar nominal verificado pela última vez em maio/25. Segundo levantamento do Cepea, o impulso veio sobretudo do maior interesse de compradores somado à retração de vendedores. Produtores estão focados na semeadura e atentos ao desenvolvimento da safra. Em algumas regiões, conforme o Centro de Pesquisas, agricultores estão preocupados com o clima quente e, em outras, com os impactos das chuvas de meados de novembro. Nesse contexto, agentes limitam os lotes disponibilizados no spot, à espera de novas valorizações. Do lado da demanda, pesquisadores do Cepea explicam que compradores buscam recompor os estoques para o final do ano e início do próximo, mas esbarram nos maiores preços pedidos por vendedores. Alguns compradores seguem afastados do spot, à espera de queda nas cotações, fundamentados na aproximação da colheita da safra verão, que deve levar produtores a liberar armazéns e/ou fazer caixa, no maior excedente interno e nas exportações em ritmo abaixo do esperado.

FEIJÃO: Negócios seguem lentos no BR; exportações são recordes

Neste começo de dezembro, as negociações envolvendo feijão no mercado spot nacional vêm ocorrendo apenas quando há necessidade de reposição de estoques, indicam pesquisadores do Cepea. Quanto aos preços, os do feijão carioca têm sido influenciados pelo comportamento da demanda, tendo em vista que a oferta está concentrada em produtos de alta qualidade. Para o feijão preto, dados do Cepea mostram que os valores seguem pressionados pela ampla disponibilidade. No front externo, as exportações brasileiras de feijão vêm registrando excelente desempenho ao longo de 2025. Segundo dados da Secex, de janeiro a novembro, o volume embarcado pelo Brasil soma 501,20 mil toneladas, já representando um recorde anual, considerando-se toda a série histórica da Secex, iniciada em 1997.

 

MANDIOCA: Queda semanal de preço é a maior desde julho

Pressionadas pelo descompasso entre oferta e demanda, as cotações da mandioca caíram 4,4% na última semana, apontam levantamentos do Cepea. Foi a desvalorização mais intensa para o período desde julho. Segundo o Centro de Pesquisas, a colheita ganhou ritmo nos últimos dias, impulsionada pelo clima mais favorável, pela necessidade de capitalização dos produtores e por expectativas baixistas para o início de 2026. Por outro lado, a demanda industrial vem se enfraquecendo, com empresas entrando em recesso ou em manutenção. Entre 1º e 5 de dezembro, o preço médio nominal a prazo da tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 530,81 (R$ 0,9232/grama de amido), queda de 4,4% em relação ao período anterior. No comparativo com um ano atrás, a desvalorização é de 23,8%, em termos reais (deflacionado pelo IGP-DI). Para os derivados, pesquisas do Cepea mostram que a semana foi de menor movimentação tanto no mercado de fécula quanto no de farinha, com as cotações recuando na maioria das regiões acompanhadas.