O mercado de energia global vive um momento de extrema volatilidade. Nesta sexta-feira (6), os contratos futuros do petróleo nos Estados Unidos registraram um salto superior a 12%, impulsionados pelo agravamento das hostilidades envolvendo Irã, EUA e Israel. O principal fator de pressão é o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais vitais para o comércio de energia do mundo.
Com a interrupção do fluxo de barris vindos do Golfo Pérsico, refinarias e casas de câmbio estão correndo para garantir suprimentos em outras regiões. Como os Estados Unidos são o maior produtor global, a demanda pelo petróleo americano (WTI) disparou.
Petróleo WTI (EUA): Fechou a US$ 90,90, alta de 12,21%.
Petróleo Brent (Global): Fechou a US$ 92,69, alta de 8,52%.
Segundo Giovanni Staunovo, analista do banco UBS, essa valorização acentuada nos EUA serve para evitar que os estoques americanos sejam drenados rapidamente por exportações excessivas.
O cenário atual é considerado o "pior possível" por especialistas do setor. Cerca de 20% do consumo mundial de petróleo passa diariamente pelo Estreito de Ormuz. Com o bloqueio que já dura uma semana, aproximadamente 140 milhões de barris deixaram de chegar ao mercado.
Autoridades do Catar alertaram que, caso a produção no Golfo Pérsico seja paralisada totalmente nas próximas semanas, os preços podem escalar para a casa dos US$ 150 por barril. Analistas de mercado, como John Kilduff, da Again Capital, reforçam que a barreira dos US$ 100 parece agora inevitável diante da interrupção em refinarias e usinas de gás na região.
Com informações da Agência Reuters (Reportagem de Erwin Seba).