A ANEC( Associação Nacional dos Exportadores de Cereais), sinalizou que o Brasil deve exportar neste mês de janeiro algo próximo de 3,4 milhões de toneladas de milho, estimativa divulgada nesta terça feira (20), elevando a projeção anterior em pouco mais de 200 mil toneladas.
Em momento de baixa liquidez deste cereal, tanto no mercado externo quanto doméstico, não deixa de ser uma boa notícia para os produtores, no entanto, é bom que se atente, é ainda um volume pequeno, reflexo de uma boa oferta e demanda ainda muito cautelosa, sempre esperando o melhor momento para impulsionar as compras. Outro fator que os agentes de mercado sempre analisam, está relacionado a comercialização no mesmo período nos últimos dois anos principalmente,Neste é a redução nas exportações em janeiro, segundo a ANEC, que deve ficar abaixo de 2024 e 2025 em 29,1% e 3,8%, respectivamente, dados extraídos da SECEX(Secretária de Comércio Exterior).
Fazendo uma análise bem simples dos números acima, não é improvável um suporte maior da demanda nos próximos meses, a não ser que a mesma tenha uma redução além do normal ou mantenha uma cautela maior, face uma expectativa de safra também além do esperado, nesse caso, superando todas as estimativas. Quando observamos as quedas gradativas no preço do milho na bolsa de São Paulo, a B3, sobretudo, em contratos mais longos, é isto que transparece. Qual o alerta: pra que este quadro se consolide, é vital uma ótima safra de milho, esta que está em curso, e bem no início. Muito cedo pra tirar conclusões precipitadas. Neste cenário "confortável" para os consumidores de milho, toda atenção a evolução desta safra pode fazer uma grande diferença, se no curso da mesma surgirem indesejáveis surpresas relacionadas ao clima, ou seja, mercado agora é o climático.