Neste domingo dia 4 de janeiro de 2026, a OPEP+( Organização dos Países Produtores e Exportadores de Petróleo), em reunião online, decidiram manter a produção de Petróleo inalterada, após reunião rápida que evitou discussões sobre as crises políticas que afetam vários dos membros do grupo de produtores.
A reunião do domingo dos oito integrantes da OPEP+, que produzem cerca de metade do Petróleo do mundo, ocorreu depois que os preços do Petróleo caíram mais de 18% em 2025, segundo a Ag Reuters de notícias, em meio as preocupações crescentes com o excesso de oferta.
Os oito membros da OPEP+: Arábia Saudita, Rússia, Emirados Árabes Unidos, Cazaquistão, Kuwait, Iraque, Argélia e Omã, aumentaram em cerca de 2,9 milhões de Barris de Petróleo por dia, o equivalente a 3% da demanda mundial, para recuperar a participação no mercado. Os oito membros concordaram em novembro último em pausar os aumentos de produção para janeiro, fevereiro e março devido a demanda relativamente baixa. A breve reunião de domingo confirmou essa política e não discutiu a Venezuela.
Acompanhamos durante todo o ano de 2023 e 2024, a OPEP+ promovendo seguidos cortes na produção com a clara intenção que os preços no mercado global reagissem de forma imediata, na maioria das vezes esta estratégia não foi bem sucedida, problemas relativos a demanda já começavam a surgir. Agora percebemos, com esta medida tomada em novembro, uma clara intenção de aumento de produção para ampliar mercado, neste caso, certamente com preços mais competitivos, ou seja, maior produção com preço menor e possível ganho de escala ancorado na maior condição produtiva. Parece também que não deu certo.
Está acontecendo algo que não dá mais pra disfarçar, e parece ser só o começo: uma mudança irreversível numa matriz energética onde os combustíveis fósseis vão perdendo espaço para fontes alternativas de energia, e neste contexto, o Brasil tem muito a ganhar devido as vantagens comparativas que tem e com consequentes ganhos de competitividade, sobretudo, no setor do Agro com ampla fronteira agrícola, clima e ganhos já percebidos como é o caso da manhã produção de etanol tanto de cana como de milho e biodiesel de soja.