Segundo o CEPEA(Centro de Pesquisas Aplicadas da USP), neste ano, após o período crítico da crise sanitária, gerada pelo surgimento de um foco de gripe avaria em uma granja comercial do Rio Grande do Sul, o mercado mostrou capacidade de recuperação nos meses seguintes, com os preços retomando o fôlego e encerrando 2025 com alta média de 7,3% na comparação anual.
Segundo o CEPEA, o movimento reforça a resiliencia do consumo interno e a rapidez de reação da cadeia avícola. Outro fator positivo, é que a expectativa para o início de 2026 é de um cenário ainda mais favorável à demanda doméstica. Em 2025, houve avanço nas exportações, mesmo convivendo com embargos impostos por países importantes como o bloco da União Européia e China, sobretudo, no período de maio à agosto, uma vez que as retiradas dos embargos se deram de forma gradativa pelos países importadores. Por outro lado, o mercado interno seguiu e deverá ser assim em 2026 também, como o principal destino da produção brasileira, respondendo por cerca de 65% do volume total, garantindo uma disponibilidade per capitã estimada em 49 quilos por habitante ao ano. Isto reflete uma combinação de bom abastecimento, aliando preço acessível e regularidade na oferta que é estimada em 10,1 milhões de toneladas somente para o mercado interno, segundo informações repassadas pelo CEPEA.
Este quadro deixa claro também, que é possível estimular a demanda e promover o crescimento econômico, que olhar para indicadores que apontam para uma demanda aquecida, nem sempre representa risco para a inflação, muito pelo contrário, pode impulsionar a arrecadação e minimizar o chamado custo fiscal, além de promover o acesso de consumidores, à proteína de qualidade que caiba em seus orçamentos.