A verdade é o seguinte, o banco central divulgou nesta segunda dia 15, o índice de atividade econômica do Brasil (IBC Brasil) que diminuiu 0.2% em relação ao mês anterior que foi o mês de outubro, e isso aí tem tudo a ver com a prévia do PIB, que já é menor justamente em função disso, ou seja, estamos crescendo menos e mantendo uma taxa de juros muito alta. A pergunta é a seguinte: como fica a SELIC diante dessa situação e, se isso não bastasse, temos uma crise se iniciando em nosso maior parceiro comercial que é a CHINA, inclusive maior demandador de produtos do AGRO produzido aqui. Uma crise no mercado consumidor chinês devido a cortes de subsídios pelo governo de Pequim e retração acentuada na demanda. O COPOM, vem mantendo a taxa selic em 15% desde o mês de junho, mesmo tendo indicadores de inflação em convergência para a meta da mesma, que inclusive hoje se encontra abaixo do teto que é de 4,50%. As informações divulgadas hoje pela ag. REUTERS, apontam que a economia Chinesa ficou praticamente estagnada nos mês de novembro e crescem os pedidos para que ocorra reformas devido o enfraquecimento dos subsídios que são concedidos aos consumidores. Isso gerou uma crise imobiliária, essa crise na China tem muito a ver com o maior indicador chinês de desenvolvimento econômico que é o preço do aço, que vem caindo e o consumo de minério de ferro, que também está em queda. Desta forma a industria da China desacelerou para uma mínima de 15 meses, enquanto as vendas no varejo registrou seu pior desempenho desde que o país encerrou as restrições da época do covid-19, ou seja, nós estamos voltando a uma crise muito aguda, isso não é um sinal muito bom não para nós que temos a China como o nosso maior mercado. O que é real, é que no atual momento, existe uma necessidade urgente na China de impulsionar o crescimento econômico para 2026. E no Brasil convivemos com uma taxa de juros que praticamente elimina todas as possibilidades de crescimento e os sinais estão aí. Queda no nível de atividade econômica e previsão de um PIB menor, graças a esse juro absurdo e injustificável.